JXO

29 Xaneiro 2007

Davos

Publicado na categoría: ódio — jxo3 @ 1:46 pm

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Davos. A Montanha Mágica.
Este ano tocou falar de mudança climática. Blablablá, blablablá. Tudo limpo, pulcro. Luxosos hotéis e lojas cercadas de arame. 6000 fortes e fermosos militares e polícias de elite suiços guardam pola inmutável ordem do universo. Vila sitiada, país sitiado, continente sitiado. Os meios amosam ao mundo reunions e conferências, dirigentes mundiais, presidentes das multinacionais que som os que realmente dirigem as nossas vidas e as mais importantes estrelas chorando caridade. Sim Bono, és escória, umha mona que serve para limpar as nossas consciências, divertir a elite com as tuas monerias mas que nunca vas trocar nada porque eles som os que alimentam a tua conta.
E o que nom se ve? haverá que fazer um pequeno esforço imaginativo: limusinas com janelas escurecidas, encontros informais sem prensa, putas e alcol, bom jantar, farlopa, regos e regos de farlopa. É-che o “Espírito de Davos”: a troca de informaçom.

Boeno, acabou-se a feira, para o ano haverá mais. Marcham os importantes homes mas fica a sua riqueça, já se sabe que na Suíça tám os melhores bancos, verdade Bono?

P.D. Nós ainda estamos do lado bom do valado. Aguardemos que o fodido Winterbottom nom atine com o seu filme código 46

25 Xaneiro 2007

A sombra cazadora

Publicado na categoría: amor — jxo3 @ 1:11 am

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¿E non vai vir ningún batallón de “Marines” coa bandeira da ONU e cámaras de televisión a liberar ás 500.000 nenas obrigadas a prostituirse en Thailandia?

Com esta cita remata o último livro que (re)lim. E digo relim porque já visitara esta novela na minha adolêscencia, lá quando nom existia o fodido pull&bear, a maioria vestiamos com caralhudas camisas de lenhadores canadianos (we love Kurt!) e ter um walkman era a ostia.
Lembro que gostara dela, igual que gostei esta segunda vez. Mas agora decato-me de que daquela nom compreedera nada do que realmente conta o autor. Normal, nesse tempo nom tinha moi claro para que servia um PC, internete?, a realidade virtual eram umhas fotos com polígonos de cores que vinham na MUY Interesante e que tinham pouco de realidade, as respetáveis autoridades compostelãs ainda nom encheram Compostela de cámaras de video-vigiância e nos telejornais nom emitiam as imagens do aforcamento do Sadam à hora do almorço. Mas é agora quando vejo reflexada, nesta obra publicada no 1994, a nossa realidade: A banalizaçom da violência nos meios, a merda da seguridade por cima das liberdades individuais, o medo… O consumo.

NOTE (by wikipédia): Cyberpunk: (de Ciber(nética)+punk) é um sub-gênero de ficção científica que utiliza elementos de romances policiais, film noir, desenhos animados japoneses e prosa pós-moderna. […] Na literatura cyberpunk, muito da ação se ambienta virtualmente, no ciberespaço - a fronteira evidente entre o real e o virtual fica embaçada. Uma característica típica (ainda que não universal) desse gênero é uma ligação direta entre o cérebro humano e sistemas de computador.

Sim minha/meu. Esta é umha novela ciberpunk. A primeira novela galega cyberpunk. Um livro que os animais de Xerais incluírom numha coleçom juvenil e que ficará como o nosso Neuromancer com grelos.

Vale, nom contei muito da própria história, mas os romances som para os ler, nom para que chos resumam.

Por certo, o seu autor é Suso de Toro.

introduçom

Publicado na categoría: Sem clasificar — jxo3 @ 1:11 am

Olá, som JXO, som um(ha) resentidx e abro este blogue para cuspir todo o veneno que levo dentro e se quadra soprar algo de amor.

Por certo, JXO nom som as iniciais do meu nome, JXO é o meu nome. Assím fum batizadx o dia que fum fazer o inventário aquel para Decathlon [(2 horas e meia de transporte público, 4 de trabalho em vez das 8 prometidas pola ETT, 28 ouros de salário, umha pedrada no escaparate da ETT e a descoberta do que som realmente para o capital, um auto-colante com 3 letras e um código de barras que algúm dia também há mercar umha fodida Quechua)] e assím batizo eu o meu blogue.

Antes de nada um par de cousas: 1_Eu, na minha simpleza, divido a humanidade em 3 categorias: xs que nom tenhem nada (ex: subsaharianx ao outro lado do valado de Melilla), xs que tenhem tudo (ex: Amáncio Ortega), e xs mediocres ou consumistas (ex: ti ou eu). 2_Todos os meus pensamentos chimpam do branco ao mouro, nada de grises.

Mais nada, aquí começo.

Outro habitante da Blogaliza correndo WordPress