Idoia
Morreu Idoia e hoje os velhos carvalhos de Nodar choram bágoas brancas de visgo por ela. Morreu umha rapaça nova e muitos na aldeia ham dizer-lhe ao vizinho com um ranho de tristeça rabunhando-lhes o peito: sabes? morreu Idoia, a filha do Constantino. Fodidas guerras nas que a diário morrem Idoias e Abduls. Fodidos responsáveis delas que agora choram cartom-pedra e manhá ham-nos agasalhar eufemismos dos que cobrem com filme de cozinha translúcido a realidade. Hoje os cans do bipartidismo tenhem um novo joguete com o que pelejar votos e esbabalhar nojo e nós umha nova guerra que esqueceremos mercando qualquer trapalhada no Leroy Merlin.
Por certo, de quem cona é a responsabilidade de que umha rapaça de Friol de 23 anos morra no cu do mundo pra defender nom sei que caralho de intereses? É igual, há-se diluir na maquinária do nosso bem-querido Estado Español.